A minha vida foi mais de momentos ruis do que bons.
Nasci em 1975, fui adotada por Antônio e Maria, nunca soube que era adotada, até aos sete anos.
Entrei na escola em 1982. Na escola sofri muitos preconceitos, meus colegas não gostavam de mim, me chamavam de negrinha, pois eu era a única menina morena. Em um certo dia um deles me disse que eu era adotada, me falou com ironia, com deboche, eu comecei a chorar. Chegando em casa, perguntei pra minha mãe se era verdade que eu era adotada, ela disse que sim. Fiquei muito decepcionada, muito triste, pois eu não conseguia acreditar, mas com o tempo fui me acostumando.
Outra decepção e humilhação que passei na escola, eu acho que tinha uns oito pra nove anos, foi quando briguei na escola e minha foi chamada. Ao chegar lá, ela falou com a professora e a profe contou a ela que eu tinha brigado, então ela veio em minha direção dentro da sala de aula, na frente da profe e dos colegas, me pegou pelos cabelos e me bateu muito, me senti muito humilhada com aquilo, mas mesmo assim eu amava minha mãe e meu pai.
Aos nove anos, meus pais se separam. Isso tudo aconteceu no dia 24 de dezembro, minha mãe foi embora e deixou eu e meu irmão com meu pai, fiquei chorando, pois queria ir com ela, mas meu pai não deixou. Ele pegou a mim e meu irmão e levou na casa dos meus avós paternos. No outro dia, era dia 25 de dezembro, era natal. Ao acordar de manhã, meu avô veio me dar três biscoitinhos, esse era o meu presente de natal, mas naquele momento não estava preocupada com presente, só queria a minha mãe e chorei muito, pois eu não gostava de ficar lá no meu avô porque ele bebia muito, ao meio dia meu avô já estava bêbado e não tinha nada para fazer de almoço, minha avó fazia um feijão mexido e café. Esse foi meu natal inesquecível e a
minha história de criança.
Aos 13 anos, conheci um garoto que me apaixonei, mas logo vi que não valia à pena, pois ele tinha muitos vícios, mesmo gostando muito dele não o quis.
Aos 15 anos, conheci o meu marido e logo engravidei. Com 16 anos minha filha Aline nasceu, logo em seguida engravidei de novo e aos 17 anos nasceu o Marcos.
Então fomos embora para Porto Alegre, lá passamos muitas dificuldades financeiras e de saúde. Meus filhos ficaram doentes e eu também, fiquei quase 30 dias hospitalizada e meus eles fiaram em casa. Fiz uma cirurgia no pulmão, quase morri, os médicos mandaram chamar meus pais e meu marido e disseram à eles que eu estaria com câncer, mas graças a Deus não era.
Criei meus filhos com muita dificuldade, até fome nós passamos, mas graças a Deus consegui criá-los, consegui comprar a minha casa própria e adquirir um carro também. Hoje moro em Guaporé novamente, tenho uma família abençoada e muito feliz. Esses foram alguns dos obstáculos que já passei na minha vida.
Nasci em 1975, fui adotada por Antônio e Maria, nunca soube que era adotada, até aos sete anos.
Entrei na escola em 1982. Na escola sofri muitos preconceitos, meus colegas não gostavam de mim, me chamavam de negrinha, pois eu era a única menina morena. Em um certo dia um deles me disse que eu era adotada, me falou com ironia, com deboche, eu comecei a chorar. Chegando em casa, perguntei pra minha mãe se era verdade que eu era adotada, ela disse que sim. Fiquei muito decepcionada, muito triste, pois eu não conseguia acreditar, mas com o tempo fui me acostumando.
Outra decepção e humilhação que passei na escola, eu acho que tinha uns oito pra nove anos, foi quando briguei na escola e minha foi chamada. Ao chegar lá, ela falou com a professora e a profe contou a ela que eu tinha brigado, então ela veio em minha direção dentro da sala de aula, na frente da profe e dos colegas, me pegou pelos cabelos e me bateu muito, me senti muito humilhada com aquilo, mas mesmo assim eu amava minha mãe e meu pai.
Aos nove anos, meus pais se separam. Isso tudo aconteceu no dia 24 de dezembro, minha mãe foi embora e deixou eu e meu irmão com meu pai, fiquei chorando, pois queria ir com ela, mas meu pai não deixou. Ele pegou a mim e meu irmão e levou na casa dos meus avós paternos. No outro dia, era dia 25 de dezembro, era natal. Ao acordar de manhã, meu avô veio me dar três biscoitinhos, esse era o meu presente de natal, mas naquele momento não estava preocupada com presente, só queria a minha mãe e chorei muito, pois eu não gostava de ficar lá no meu avô porque ele bebia muito, ao meio dia meu avô já estava bêbado e não tinha nada para fazer de almoço, minha avó fazia um feijão mexido e café. Esse foi meu natal inesquecível e a
minha história de criança.
Aos 13 anos, conheci um garoto que me apaixonei, mas logo vi que não valia à pena, pois ele tinha muitos vícios, mesmo gostando muito dele não o quis.
Aos 15 anos, conheci o meu marido e logo engravidei. Com 16 anos minha filha Aline nasceu, logo em seguida engravidei de novo e aos 17 anos nasceu o Marcos.
Então fomos embora para Porto Alegre, lá passamos muitas dificuldades financeiras e de saúde. Meus filhos ficaram doentes e eu também, fiquei quase 30 dias hospitalizada e meus eles fiaram em casa. Fiz uma cirurgia no pulmão, quase morri, os médicos mandaram chamar meus pais e meu marido e disseram à eles que eu estaria com câncer, mas graças a Deus não era.
Criei meus filhos com muita dificuldade, até fome nós passamos, mas graças a Deus consegui criá-los, consegui comprar a minha casa própria e adquirir um carro também. Hoje moro em Guaporé novamente, tenho uma família abençoada e muito feliz. Esses foram alguns dos obstáculos que já passei na minha vida.
Um comentário:
Achei emocionante a tua história. Que bom que você conseguiu superar tudo isso. Desejo muita sorte e sucesso. Beijos e felicidade para ti e tua família.
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