domingo, 26 de outubro de 2008

Lucas

A minha vida não tem coisas impressionantes.
A vida das pessoas é diferente, como eu posso explicar a minha história?
Eu nasci em 1991 na uma manhã de 27 de julho. Morei grande parte da minha vida no Bairro Pinheiro, lá aconteceram várias coisas boas e ruins. Tive vários amigos verdadeiros que até hoje tenho como meus amigos de infância. A minha infância foi boa, pois brincava sempre até altas horas, sendo que naquela época altas horas eram até 8 ou 9 horas da noite.
Agora me arrependo de não ter aproveitado mais aqueles momentos, em que tudo eram flores e brincadeiras. Agora aquelas coisas que me divertiam tanto não fazem mais sentido, por isso devemos aproveitar a inocência ao máximo. Eu nunca me machuquei seriamente e isso foi bom.
Nós nos mudamos para Guaporé, perto do hospital municipal, há uns oito anos. Aqui aconteceram várias coisas ruins. Quando eu tinha 10 anos, minha mãe e meu pai se separaram e eu já tinha uma noção porque os adultos se separavam, mas mesmo assim foi triste ver a minha família se separar. Minha mãe foi quem mais sentiu essa separação.
Nos primeiros meses, foi difícil, mas nessa separação teve uma coisa de bom, eu, as minhas irmãs e a minha mãe ficamos mais unidos, sempre viajamos, sendo que com nosso pai isso não acontecia com muita freqüência.
Depois de dois anos, a minha mãe encontrou meu padrasto, que é um mala-sem-alça e sem rotinha. No começo, eu odiava aquela situação de outro pai, mas a minha mãe ficou feliz com ele, então não importa se eu goste ou não dele, a minha mãe gostando estava bom para mim e para minhas irmãs. Os filhos devem dar mais espaço para os pais.
Durante essas mudanças na minha vida, eu me soltei. Reprovei na escola, nunca queria estudar, então me mudaram de escola com 11anos. Lá parecia que eu ia melhorar e conseqüentemente não reprovar mais, e foi o que aconteceu. Quem ler essa memória e já assistiu à série “Todo mundo odeia o Cris”, um menino mulato amigo de um menino branco que nunca se desgrudam, irá encontrar semelhança com a minha, pois eu encontrei só um amigo do peito, eu e ele nunca nos separávamos, estávamos sempre juntos, e ficamos da primeira até a quinta séries juntos.
Eu passei a sexta série tirando tinta da trave. Na sétima série, eu me soltei, fui atrás dos outros e me não me dei bem porque eu queria ser igual a eles, mas não dá para isso acontecer. Eu sou eu, o Lucas.
Agora estou aqui correndo atrás do prejuízo que eu mesmo fiz. Não direi ser este o fim, porque isso é só o começo da minha vida.

3 comentários:

Professora Cintia Lamonatto disse...

Daí Lucas? Até de ti eu sinto saudades, e olha que tu me incomodava bastante. Adorei a tua história, bem a tua cara mesmo, um cara despreocupado e de bem com a vida. Obrigada por ter contribuido, desejo-te muitas felicidades.

RÒ disse...

nossa!!!!!!!!!que historia em boa pra dedel BEJÒ tchau

RÒ disse...

nossa!!!!!!!!!que historia em boa pra dedel BEJÒ tchau