Bom! Meu nome é Ricardo, nasci no hospital de Guaporé, no dia 16/02/77. Naquela época meus pais moravam em um porão. Meu pai trabalhava de servente de pedreiro no cemitério com meu avô, depois foram tentar a vida em Porto Alegre.
Lá eu cresci com muita dificuldade, mas cresci. Minha falecida mãe contava que deixava de comer para que eu comesse, eles passavam a pão e água, mas trabalhavam, até que tempos depois meu pai perdeu o trabalho, foi quando estava para nascer minha irmã Rosângela.
Meu pai sempre preocupado com nós e com nossa saúde, até de faxineiro ele trabalhou.
Minha mãe também contava que apesar dos nossos apertos e dificuldades, tínhamos momentos bons como: Ir ao cinema (Cine Castelo), ir a praça da Redenção e no Mercadão.
Quando nasceu meu irmão viemos morar para Guaporé, fomos morar nos fundos da casa da minha avó paterna, ela era italiana pura até de nome se chamava Maria Falcone.
Aqui em Guaporé a vida mudou um pouco, a mãe trabalhava e o pai também, enquanto eu estudava e cuidava dos meus irmãos, até que minha mãe engravidou novamente e então veio o meu outro irmão.
Naquela época meu pai ficou sabendo que iriam construir o bairro Pró-morar pela COAB, então ele conversou aqui e ali com algumas pessoas até que, com muita luta, conseguiu uma casinha. Nesta época ele trabalhava em Palmeira das Missões em um Seminário de pedreiro e a minha mãe de faxineira, assim fomos nos levantando, mas como estava difícil eu decidi abandonar os estudos para ajudar na renda da família.
Eu tinha 11 anos e trabalhava de jardineiro nas casas que a mãe fazia faxina assim nossa renda era maior e meus irmãos tinham uma vida melhor. Trabalhei de jardineiro até os 13 anos, logo depois trabalhei numa fabriqueta chamada Falzim, onde machuquei meu polegar esquerdo. Depois de um ano e meio comecei a trabalhar na Sulberguer, o famoso Cortume, trabalhei cinco anos e sete meses, então em 1995 a Sulberguer abriu falência e eu fui trabalhar na Paquetá, lá fiquei por dois anos e seis meses. Em seguida fui para Santa Rosa trabalhar na Protege fazendo trilho de trem, ganhava pouco e trabalhava muito, decidi voltar para a Paquetá. Nesse tempo o salário era uma mixaria, mas dava para sobreviver.
Mas vieram mais dificuldades, minha mãe com problemas de saúde, meu pai se separando, meus irmãos assustados e mais o golpe final. Nesse meio tempo eu já estava morando com minha atual esposa e tinha uma filha para cuidar e uma família, mas olhava para a outra família e via minha mãe, ela estava morrendo. Fiz tudo que pude, corri com ela para Porto Alegre pra tentar salva-la, mas ela também não se ajudava, estava muito desiludida. Meus irmãos só choravam, consegui que ela melhorasse um pouco, mas ela veio a falecer com 43 anos no dia 8 de agosto de 2005.
Hoje eu passo para os meus filhos tudo o que ela me ensinou, como driblar as dificuldades, aproveitar as coisas boas da vida, até mesmo as ervas medicinas que ela ensinava, aproveitar tudo o que a natureza dava e ser feliz.
Do meu pai a única coisa que eu aprendi é que a gente pode ser alguém, mas com trabalho e dignidade e sendo honesto. Meu avô materno dizia que só com trabalho a gente enriquece a alma, só com trabalho a gente entra no reino de Deus. Hoje eu sei que isso é verdade. Obrigado Vô, Vó e minha Mãe pela minha educação e pela minha Vida.
Lá eu cresci com muita dificuldade, mas cresci. Minha falecida mãe contava que deixava de comer para que eu comesse, eles passavam a pão e água, mas trabalhavam, até que tempos depois meu pai perdeu o trabalho, foi quando estava para nascer minha irmã Rosângela.
Meu pai sempre preocupado com nós e com nossa saúde, até de faxineiro ele trabalhou.
Minha mãe também contava que apesar dos nossos apertos e dificuldades, tínhamos momentos bons como: Ir ao cinema (Cine Castelo), ir a praça da Redenção e no Mercadão.
Quando nasceu meu irmão viemos morar para Guaporé, fomos morar nos fundos da casa da minha avó paterna, ela era italiana pura até de nome se chamava Maria Falcone.
Aqui em Guaporé a vida mudou um pouco, a mãe trabalhava e o pai também, enquanto eu estudava e cuidava dos meus irmãos, até que minha mãe engravidou novamente e então veio o meu outro irmão.
Naquela época meu pai ficou sabendo que iriam construir o bairro Pró-morar pela COAB, então ele conversou aqui e ali com algumas pessoas até que, com muita luta, conseguiu uma casinha. Nesta época ele trabalhava em Palmeira das Missões em um Seminário de pedreiro e a minha mãe de faxineira, assim fomos nos levantando, mas como estava difícil eu decidi abandonar os estudos para ajudar na renda da família.
Eu tinha 11 anos e trabalhava de jardineiro nas casas que a mãe fazia faxina assim nossa renda era maior e meus irmãos tinham uma vida melhor. Trabalhei de jardineiro até os 13 anos, logo depois trabalhei numa fabriqueta chamada Falzim, onde machuquei meu polegar esquerdo. Depois de um ano e meio comecei a trabalhar na Sulberguer, o famoso Cortume, trabalhei cinco anos e sete meses, então em 1995 a Sulberguer abriu falência e eu fui trabalhar na Paquetá, lá fiquei por dois anos e seis meses. Em seguida fui para Santa Rosa trabalhar na Protege fazendo trilho de trem, ganhava pouco e trabalhava muito, decidi voltar para a Paquetá. Nesse tempo o salário era uma mixaria, mas dava para sobreviver.
Mas vieram mais dificuldades, minha mãe com problemas de saúde, meu pai se separando, meus irmãos assustados e mais o golpe final. Nesse meio tempo eu já estava morando com minha atual esposa e tinha uma filha para cuidar e uma família, mas olhava para a outra família e via minha mãe, ela estava morrendo. Fiz tudo que pude, corri com ela para Porto Alegre pra tentar salva-la, mas ela também não se ajudava, estava muito desiludida. Meus irmãos só choravam, consegui que ela melhorasse um pouco, mas ela veio a falecer com 43 anos no dia 8 de agosto de 2005.
Hoje eu passo para os meus filhos tudo o que ela me ensinou, como driblar as dificuldades, aproveitar as coisas boas da vida, até mesmo as ervas medicinas que ela ensinava, aproveitar tudo o que a natureza dava e ser feliz.
Do meu pai a única coisa que eu aprendi é que a gente pode ser alguém, mas com trabalho e dignidade e sendo honesto. Meu avô materno dizia que só com trabalho a gente enriquece a alma, só com trabalho a gente entra no reino de Deus. Hoje eu sei que isso é verdade. Obrigado Vô, Vó e minha Mãe pela minha educação e pela minha Vida.
Um comentário:
Adorei a tua história Ricardo, com certeza você servirá de exemplo e lição para muitas pessoas. Obrigada pela sua contribuição, desejo muito sucesso e muitas alegrias para você, pois você merece.
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